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Comunicação Não Violenta: a chave para relações mais leves no dia a dia


Eu lembro bem de uma cliente que chegou dizendo:“Luciana, eu não aguento mais… tudo que eu falo parece briga.


No trabalho, em casa, até com as amigas.


Parece que as pessoas só entendem quando eu estou brava, quando na verdade eu só estou cansada.”


Esse é um dos maiores desafios que encontro:

muitas vezes não é o que a gente fala, mas como a gente fala.


E o curioso é que quase sempre a intenção é boa — só que a forma de se expressar cria muro, ao invés de ponte.


Foi aí que trouxe para ela a ideia da Comunicação Não Violenta (CNV).


E o que parecia apenas uma técnica, acabou se tornando um divisor de águas na forma como ela se relacionava com todos ao redor.


O que é Comunicação Não Violenta?


A Comunicação Não Violenta, criada por Marshall Rosenberg, é muito mais do que “falar de forma bonitinha”.


É um jeito de se conectar de verdade, expressando o que você sente e precisa sem atacar, julgar ou culpar o outro.


No fundo, é sobre ser firme sem ser agressiva, ser clara sem ser dura, ser honesta sem ferir.


Os 4 pilares da CNV (de um jeito simples)


  1. Observação – Fale do que aconteceu, sem julgamento.Exemplo: ao invés de “Você nunca me escuta”, diga “Ontem, quando tentei falar, você estava no celular.”


  2. Sentimento – Expresse como aquilo te afeta.Exemplo: “Eu me sinto frustrada quando não consigo conversar de verdade com você.”


  3. Necessidade – Mostre o que é importante para você.Exemplo: “Eu preciso de mais atenção quando estamos juntos.”


  4. Pedido – Peça de forma clara, sem exigir.Exemplo: “Você poderia guardar o celular por alguns minutos enquanto conversamos?”


Por que isso importa no dia a dia?


Pensa comigo: quantos conflitos poderiam ser evitados se as pessoas falassem de forma clara, respeitosa e empática?


A CNV transforma o “você nunca faz nada certo” em “eu preciso de ajuda com isso”.


Muda o “você é frio” para “eu sinto falta de mais carinho entre nós”.



E essa mudança simples abre espaço para algo muito maior: conexão verdadeira.


Dicas para começar hoje mesmo


  1. Respire antes de responder – uma pausa de 3 segundos pode salvar uma conversa.


  2. Troque acusações por sentimentos – em vez de “você é irresponsável”, diga “eu me sinto insegura quando isso acontece”.


  3. Use perguntas – “O que você precisa de mim agora?” em vez de adivinhar ou atacar.


  4. Seja específica – pedidos vagos confundem, pedidos claros ajudam.


  5. Pratique com pequenas situações – não espere a grande briga; comece no dia a dia.



A Comunicação Não Violenta não é sobre falar manso, nem sobre engolir sapo.


É sobre honestidade com gentileza.

É sobre dizer o que importa de um jeito que o outro possa ouvir.


E quando você muda a forma de se comunicar, você muda a forma como o mundo responde a você.


Agora me conta: qual foi a última situação em que você percebeu que a forma como falou piorou (ou melhorou) a conversa?



 
 

Luciana Ilarri

Psicologia Positiva

Importante: Baseado em Psicologia Positiva, esse trabalho não substitui o acompanhamento psicológico clínico. O foco é fortalecer a mente e as emoções para que a vida volte a fluir com leveza e propósito.

(21) 98888-7093

Rio de Janeiro / Barra da Tijuca

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